Convocada para disputar o Grand Slam de Baku, Sarah Menezes embarca na madrugada de terça-feira (7) rumo ao Azerbaijão, onde irá competir neste fim de semana. Debaixo do quimono, o que não irá se ver é o braço direito preso a ataduras. Reflexos da lesão sofrida em agosto do ano passado, nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

Em entrevista ao vivo no Cidade Verde Notícias, da Rádio Cidade Verde, Sarah Menezes revelou, nesta segunda-feira (6), que a lesão ainda não está recuperada por completo, oito meses depois – o que não a impede de treinar e competir.

– Não está 100%. Eu estou me recuperando ainda. Faço treinamento e competições, mas com o braço amarrado ainda.

Na repescagem da Rio 2016, Sarah Menezes afirmou que seu braço saiu do lugar três vezes durante a luta com a mongol Urantsetseg Munkhbat. É melhor nem lembrar.

De olho no presente e no futuro, Sara Menezes vai disputar sua terceira competição na categoria meio-leve (até 52kg), desde a mudança de peso programada para a nova temporada. Após dois torneios fora do pódio, as perspectivas da judoca melhoraram.

– Você se sente mais confiante, apesar de ser a terceira competição, mas querendo ou não o corpo já começa a funcionar melhor, a cabeça também. Eu acredito que dá para seguir em frente nas lutas.

– Estou me sentindo bem, não tá tão ruim. Não subi no pódio ainda, participei de duas competições e não tive um excelente resultado, de medalha. Mas a percepção que eu tive no tatame foi muito boa.

– O meu peso continua o mesmo. A única diferença é que eu estou me sacrificando menos. Eu me sacrificava muito mais. Mas eu continuo a mesma Sarah.

Ouça na íntegra e leia mais trechos da entrevista:

Tóquio 2020
– Eu me enxergo lá. Eu não sei em qual categoria, se vai ser no 48kg ou no 52kg. Mas eu acredito que vou conseguir lutar mais um ciclo.

Mudança de categoria
– Eu vou ter que ser mais responsável se eu voltar para o 48kg. (…) Se eu achar melhor descer para o 48kg eu vou ter de ser muito disciplinada nutricionalmente. Vou ter de fazer uma coisa muito regrada mesmo.

Projeto social
– Eu quero montar o Instituto Sarah Menezes. Acho de extrema importância ter um instituto com o meu nome na minha cidade. Vamos tentar colocar não só judô, mas fazer uma coisa grande, como o Guga fez, o Tiago Camilo. A gente pensa em fazer uma coisa bem ampla. Não colocar só esporte, mas colocar a parte escolar também.